Foto: Memórias da Ditadura

E o Cony que morreu?

Era bacana achar que o Cony não era legal. Mas eu gostava dele. Acompanhei sua coluna na Folha desde que substituiu Otto Lara Resende, a quem também acompanhava. Li vários de seus romances. Um deles, sobre a Estrada de Ferro Leopoldina, dei de presente a um amigo que tinha histórias de família com a ferrovia. O amigo agradeceu comovido, mas confessou que não poderia ler: estava quase cego. Mico? Nada… não dá pra ler, mas ele continua acelerando seu Golzinho pelas ruas de Mauá. Cony escreveria uma bela crônica sobre ele, associando a algum fato dos seus tempos de coroinha.

Publicado por

Roberto Moreno

Pacifista, anarquista, humanista, libertário, ateu, geek, nerd, sedentário, baixinho e barrigudo

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