Imposto único

Mulher comprando arroz

Brasil terá imposto único de 28%. Imposto único é uma boa, mas 28% é alto, altíssimo. E isso não é pior: em retrospecto, vamos que sempre que acontece uma nivelação, os empresários jogam os preços base lá para o alto. Posso apostar: em vez de descontar as taxas atuais para depois aplicar a nova alíquota, vão calcular os 28% sobre os preços de prateleira.

Exemplo fictício: a tributação do arroz é de 17% (real). Se um pacote de arroz custa R$ 10 diretamente do produtor, o supermercado vende, pelo menos, por R$ 11,70, sem considerar sua margem de lucro. Com o imposto único, deveria passar para R$ 12,80. Mas o que vai acontecer, na minha opinião, é que o pacote de arroz irá para R$ 14,97. Ou seja, os malditos 28% serão aplicados sobre R$ 11,70, e não sobre R$ 10.

Coisa parecida aconteceu na transição da URV para o Real: um pastel na feira custava o equivalente a 3 URVs, ou cerca de R$ 1,75. Quando o Real passou a valer oficialmente, os pasteleiros simplesmente converteram 3 URVs em R$ 3,00.

É o custo Brasil, minha gente.

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