Cadê seu buié?
Em 1989, morávamos, eu e a Ro, numa casinha de esquina na Vila Matilde, em São Paulo.
Sempre saíamos e chegávamos juntos.
Até para ir à padaria ou à banca de jornais.
Em frente a nós, morava uma família formada por um casal e um filho de cerca de três anos.
O menino sempre estava no quintal quando passávamos, e sempre nos falava “oi”.
Um dia, meu irmão foi nos visitar. Ao passar pela casa do garoto, ouviu: “cadê seu buié?”.
Explico: pela semelhança, o menino achou que meu irmão era eu, e estranhou o fato de estar sozinho, questionando pela “sua mulher”.
Até hoje, 35 anos depois, as pessoas estranham quando veem o Ro passar sem a Ro ou a Ro passar sem o Ro.
Isso é ser namorados.

Publicar comentário