Mandarim
As crianças da escola aprendiam a escrever em mandarim usando um belo e grande livro, de capa colorida, chamado The Wonderful Moth.
Curiosamente, a versão em português traduzia “moth” por borboleta, e não mariposa.
Para escrever em mandarim, era preciso usar uma espécie de pincel terminado num tufo de pelos finíssimos e macios que era mergulhado em tinta preta e densa.
Eu não tinha um pincel, tinha apenas um par de hashis. Procurei ao redor um tufo de pelos para prender aos hashis, mas só encontrei um pote com grãos de sal.
Seria impossível escrever em mandarim com grãos de sal encharcados de tinta preta.
Desisti.



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